Você acredita que existam outros mundos além deste em que vivemos? Fantasia ou realidade, o tema ganhou espaço numa discussão protagonizada por bonecos, em “Estação-Terra”. Em alguma parte do planeta Terra, havia uma floresta habitada por fadas e duendes, além da aparição de naves espaciais, e outros seres estranhos aos nossos olhos. 
A floresta, já conhecida como “Floresta de Duendes”, foi com o tempo, devastada pelo poder das serras-elétricas, de um homem rico e famoso no meio político, o “Sr. Entulhos”, e no lugar dela, é construído o “Pombal’s Club”, um retrato fiel dos conjuntos habitacionais do futuro. Os seres da floresta tentam recuperar a floresta contando com a ajuda de seres alienígenas, e com personagens “do bem”, como, “Armstrong”, o mendigo, e seu amigo o “Saxofonista”… E, veja o que acontece no final…
Estação-Terra é um roteiro próprio para animação de marionetes, que tem como tema o imaginário mundo dos extra-terrestres misturado à realidade atual. É dividido em quadros estanques, fazendo lembrar os desenhos animados, e as histórias em quadrinhos. É o segundo criado por Alexandre Pring, para dar seguimento ao espetáculo “Floresta de Duendes”, destinados ao público infanti. Em ambos, o autor aborda histórias de seres encantados, mas, fala também sobre a importância da preservação ambiental, em uma linguagem acessível às crianças. A história se passa num futuro não muito distante, traduzido no palco por luzes, fumaça e efeitos visuais.
A trilha sonora é original, e acompanha o espetáculo do início ao fim como uma marcação feita através de músicas e ruídos sonoros. São utilizadas várias pequenas lâmpadas, espalhadas pelos cenários, bonecos e adereços. Em Estação-Terra, Pring preferiu usar técnicas de manipulação de marionetes inspiradas na “Bunraku” (técnica de manipulação direta originária do Japão), e técnicas do “Teatro Negro”, ou “Gabinete Negro” (atores inteiramente vestidos de preto, manipulam bonecos no palco escondidos por uma cortina de luz), e o “Teatro de Sombras”, que é utilizado para as mudanças dimensionais dos personagens, através de uma tela de sombras escondida na parte inferior do cenário.

Alexandre Pring
Bruno Porto
Guilherme Secchin
Mauro César Cunha
ILUMINAÇÃO
Aurélio Di Simoni / Cláudio Martani
Alexandre Pring
Mário Seve (sax)
COMPOSIÇÕES E EDIÇÃO
Gui Tavares
(atores que já passaram pelo espetáculo)
Eugênio
Cláudia Marques / Leila Abrahão
Bia Casotti / Alexandre Pring
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